NOTÍCIAS CATÓLICAS Leão XIV: unidade dos cristãos torna mais eficaz o testemunho de Jesus REDAÇÃOMaio 30, 2025023 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Em mensagem ao Movimento Anabatista, Papa frisa importância do amor, da fraternidade e do diálogo em meio ao mundo martirizado pela guerra Amar, viver em unidade, servir. Esta é a síntese da mensagem de Leão XIV ao Movimento Anabatista publicada nesta quinta-feira, 29. O movimento nasceu em Zurique, na Suíça, e comemora os 500 anos de sua fundação com o lema “A coragem de amar”. Em sua mensagem, o Pontífice recorda a aparição de Jesus ressuscitado, que doa a paz aos seus discípulos. “Ao receber a paz do Senhor e acolher o seu chamado, que inclui a abertura aos dons do Espírito Santo, todos os seguidores de Jesus podem mergulhar na novidade radical da fé e da vida cristã. De fato, esse desejo de renovação caracteriza o próprio movimento anabatista”, escreve. Voltando-se para o lema escolhido para a celebração dos 500 anos do movimento, o Santo Padre convida todos a se esforçarem para viver o mandamento do amor, o apelo à unidade cristã e o mandato de servir aos outros. Neste contexto, frisa as qualidades de honestidade e gentileza ao refletir sobre a história comum, que inclui feridas e narrativas dolorosas que influenciam as relações e percepções entre católicos e menonitas até hoje. “Quão importante é, então, essa purificação da memória e essa releitura comum da história que nos permita curar as feridas do passado e construir um novo futuro através da ‘coragem de amar’. Além disso, só assim o diálogo teológico e pastoral pode dar frutos que perdurem no tempo”, afirma Leão XIV. Eficácia do testemunho Ciente de que esta não é uma tarefa fácil, ele relembra alguns momentos da vida de Jesus, revelando quão decisivos foram e são os mandamentos do amor. O Papa retoma o tema da unidade, citando Santo Agostinho: “toda a minha esperança está exclusivamente na tua grande misericórdia. Concede o que ordenas e ordena o que queres” (Confissões, X, 29-40). Em seguida, conclui: “No contexto do nosso mundo martirizado pela guerra, o nosso contínuo caminho de cura e aprofundamento da fraternidade tem um papel vital a desempenhar, porque quanto mais os cristãos estiverem unidos, mais eficaz será o nosso testemunho de Cristo, Príncipe da Paz, na construção de uma civilização do encontro amoroso”.