BRASIL ECONOMIA & NEGÓCIOS Aumento na conta de luz reflete resistência do governo em cortar subsídios energéticos REDAÇÃOMarço 4, 2025022 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A Aneel autorizou repasse de custos climáticos, podendo elevar contas em 9% por 25 anos. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) foi criada para universalizar energia, mas se expandiu. O Brasil diversifica sua matriz energética, mas subsídios a fontes poluentes persistem. A relação entre a Enel e a Aneel é problemática, com multas não pagas por falta de acordo. A revisão de subsídios é essencial para garantir um sistema energético mais sustentável. A conta de luz no Brasil deve aumentar devido à autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que as distribuidoras repassem aos consumidores os custos relacionados a danos causados por eventos climáticos extremos e investimentos em segurança do sistema. Embora os técnicos reconheçam que a solução ideal seria compensar esses custos com a redução de subsídios, a falta de vontade política do governo dificulta essa abordagem. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), criada em 2002 para universalizar o acesso à energia, perdeu seu prazo de vigência em 2013, resultando na criação de novos subsídios, inclusive para o carvão mineral, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Recentemente, o Congresso aprovou um Projeto de Lei para regular a geração de energia eólica em alto-mar, mantendo ou criando novos subsídios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou algumas dessas adições, mas há risco de que os congressistas derrubem os vetos, o que poderia resultar em um aumento de 9% nas contas de luz por 25 anos. A geração de energia solar e eólica tem crescido, especialmente no Nordeste, onde essas fontes representaram 30% da matriz renovável no ano passado, segundo Alexandre Street, da PUC-Rio. Ele destaca a necessidade de revisar os subsídios, que se tornaram difíceis de revogar. É essencial discutir os incentivos governamentais em um momento em que o Brasil, tradicionalmente dependente de hidrelétricas, está diversificando sua matriz energética. A regulação das distribuidoras em relação a eventos climáticos extremos também é crucial. Os contratos devem equilibrar deveres e direitos para garantir um bom serviço. A relação entre a Enel de São Paulo e a Aneel exemplifica essa problemática, com apagões frequentes durante chuvas fortes. Apesar de ter sido multada em R$ 320,8 milhões entre 2018 e 2023, a Enel pagou apenas R$ 59,1 milhões, alegando questões contratuais, o que revela a necessidade de revisar os contratos futuros e evitar subsídios velados.