POLÍTICA TRE cassa mandato de Carla Zambelli por abuso de poder político REDAÇÃOJaneiro 31, 2025020 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O tribunal atendeu a um pedido do PSOL e condenou a deputada por 5 votos a dois. Ao ter o mandato cassado, ela também se torna inelegível por oito anos, a serem contados a partir de 2022. A sentença não começa a valer imediatamente e ainda cabe recurso. Além disso, também existe um pedido de cassação tramitando no Conselho de Ética da Câmara contra a deputada. Deputada diz que é vítima de perseguição política Zambelli afirmou em seu Instagram que a motivação da condenação é política: “[…] a perseguição política em nosso país contra conservadores é evidente “como um sol ao meio-dia”. Ela prometeu continuar lutando diariamente por um Brasil justo e próspero. Em sua manifestação, afirma também que o TRE-SP entendeu por anular os votos dos 946.244 paulistanos que a elegeram como representante. Segundo o jornal Metrópoles, ela tem buscado o apoio de parlamentares aliados e da opinião pública. O colunista Igor Gadelha relata o compartilhamento de uma mensagem de Whatsapp em que Zambelli fala em julgamento político e também sobre a inclusão de fatos alheios ao processo: “Infelizmente, a votação terminou com somente 2 votos divergentes, com um resultado de 5X2 pela cassação do meu mandato e 8 anos de inelegibilidade. Peço que os colegas postem em seu X para que os jornalistas vejam o apoio dos amigos. Foi um julgamento político e não jurídico no TRE-SP com a inclusão de fatos alheios ao processo”. Zambelli teria usado redes sociais para propagar informações falsas, afirma processo A ação foi impetrada pela deputada federal Sâmia Bomfim (Psol) no dia 13 de dezembro de 2024. O relator do processo destacou que Carla Zambelli espalhou informações falsas que desacreditam o sistema eleitoral. Segundo o parecer, ela usou suas redes sociais para atacar ministros do STF e o sistema eleitoral. Entre os exemplos que ele citou constam a divulgação de uma notícia sobre manipulação das urnas eletrônicas em Itapeva. Naquela ocasião, o relator, desembargador José Antonio Encinas Manfré, votou pela cassação e inelegibilidade da deputada, seguido por outros dois magistrados. Silmar Fernandes, presidente do tribunal, acompanhou o voto favorável à cassação. A juíza Maria Claudia Bedotti discordou da decisão e pediu a suspensão do julgamento ao solicitar vista do processo. Segundo sua avaliação, faltavam provas suficientes contra a deputada. Além disso, também seria necessário avaliar a quantidade de programas e seus impactos, conforme as regras do TSE, para decidir se a deputada era ou não culpada.